quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Sugestão de 3º encontro para grupo de gestantes
Parto e nascimento
Sugiro que esse tema seja
trabalhado com gestantes no segundo trimestre em diante, as que estão no
primeiro trimestre, ainda não estão preocupadas com o parto, a ansiedade no
primeiro trimestre ainda é em relação se o bebê irá “vingar”, qual é o sexo, ambivalência
com a gestação, contar ou não contar as pessoas, entre outras.
Para esse encontro
sugiro a leitura dos livros “Psicologia da gravidez, parto e puerpério” da
autora: RAQUEL SOIFER; “Psicologia da gravidez, parto e puerpério” da autora: MARIA
TEREZA MALDONADO; “Mulher, parto e psicodrama” da autora: VITÓRIA LÚCIA
PAMPLONA; “Nove meses na vida da mulher: uma abordagem psicanalítica da
gravidez e do nascimento” dos autores: MYRIAM SZEJER e RICHARD STEWART; “Memórias
do homem de vidro: reminiscência de um obstetra humanista” do autor: RICARDO
JONES; “O renascimento do parto” do autor: MICHEL ODENT; “A cientificação do
amor” também do autor: MICHEL ODENT e “Parto Ativo” da autora: Janet Balaskas.
Também sugiro assistir
ao filme “nascendo no Brasil”
Falar sobre parto e
nascimento é um assunto delicado em nosso país, pois como é de conhecimento de
todos temos um número alto de nascimentos por meio da cirurgia cesariana.
Humanização do parto, infelizmente é luxo para muitas Brasileiras, para quem
tiver interesse pode ler também meu texto publicado nesse blog “Ética e Parto”.
O que vejo na prática é
que para falar sobre parto e nascimento é preciso muito “jogo de cintura”, pois
podemos falar de um parto fantástico e criar expectativas que depois não serão
correspondidas, levando assim a frustração no pós-parto, muitas podem até mesmo
desenvolver problemas de saúde mental após o parto por não ter conseguido ter o
“parto dos sonhos”. Portanto sugiro cautela para trabalhar esse assunto,
primeiro identifique o que é possível e o que não é possível para a sua
clientela, são mulheres atendidas pelo SUS, particular etc, qual é a realidade
do seu município? Existem obstetras humanizados etc. É importante sim informar
e dar a oportunidade de luta para as mulheres, mas é importante ter bom senso
nessa hora, pois de nada adianta fazer um trabalho defendendo um parto
humanizado, e estimular a mulheres a
desejarem um parto assim e a realidade do município, cultural entre outras, não
permitir tal fato.
Sugestão de Atividade
1-
Saber a história de parto de cada uma
(pode ser a história do seu próprio nascimento, como a história de nascimento
de seus filhos), buscar saber se a experiência foi boa ou ruim e porque sentiu
assim a experiência.
2-
Perguntar a respeito das fantasias de
parto, o que pensa que acontece na hora do parto, quais são as informações que
elas têm, se essas têm medo de alguma coisa em relação ao parto.
3-
Descobrir o que pensam a respeito do
parto normal as histórias que já ouviram e o que pensam da cesariana, o que já
ouviram e qual tipo de parto preferem.
4-
Explicar a respeito do trabalho de parto
·
Contrações;
·
Dilatação;
·
Rompimento da bolsa;
·
Direito a um acompanhante;
·
Massagens para alivio da dor;
·
A função da doula
·
Plano de parto
·
A importância de amamentar na primeira
hora após o nascimento;
·
A importância de se ficar em alojamento
conjunto
5-
Finalizar o encontro
·
Solicite que a gestante avalie o
encontro, entregando a ela a folha de avaliação.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Sugestão de 2º encontro para grupo de gestantes
Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos meus leitores, faz tempo que não consigo publicar nada, fiquei de publicar dicas de encontros com gestantes, mas as tarefas do dia a dia não me permitiram. Mas como o combinado, publico agora a sugestão para o segundo encontro.
Atividades:
1- Discutir sobre os aspectos psicossociais da
gravidez. Para realizar essa discussão é importante que o condutor tenha
conhecimentos sobre a psicologia da gravidez. Indico a leitura dos livros: “Nove
Meses na vida da Mulher: Uma abordagem psicanalítica da gravidez e do
nascimento” esse livro são dos autores: Myriam Szejer e Richard Stewart; “Psicologia
da gravidez, parto e puerpério” da autora Raquel Soifer; “Psicologia da
gravidez” da autora: Maria Tereza Maldonado e “Nós estamos grávidos” também da
autora: Maria Tereza Maldonado e Júlio Dickstein.
Informar que a
gravidez, além de ser um momento especial nas vidas das mulheres, é também um
momento de mudanças que podem trazer conflitos psíquicos e sociais como:
·
Conflitos
com o corpo (o corpo muda, a mulher ganha peso, passa a comer mais ou menos,
pode não se sentir mais atraente, ou ao contrário, pode se sentir muito
atraente, sua pele fica mais bonita, com brilho etc).
·
Conflitos
psíquicos (gravidez não planejada, gravidez em um momento financeiro difícil,
gravidez não consentida, gravidez de um filho do sexo que não queria, gravidez
de um filho com deficiência, gravidez de um filho fora do casamento, mulher mãe
já de muitos filhos, entre outros).
·
Conflitos
sociais (gravidez na adolescência, gravidez fora do casamento, gravidez em um
momento inoportuno como quando a mulher acabou de conseguir um emprego,
gravidez não aceita pelo parceiro ou pela família, etc).
2- Sugestão de Dinâmica 1
Antes de iniciar as dinâmicas, lembrar o grupo
do sigilo das informações ali trocadas.
Dinâmica 1: Pedir as gestantes que montem (elas mesmas)
um teatro/encenação para apresentar ali para o grupo, como as mulheres sentem
seu corpo grávido. Deem a elas de 10 à 20 minutos para pensar e ensaiar para
apresentação. Diga para que elas apresentem cenas de mulheres felizes com seu
corpo e tristes e explicar o porquê umas se sentem felizes e outras tristes.
Após a apresentação perguntar como elas se sentem em relação ao seu corpo
grávido, se alguma se identificou com alguma das personagens da encenação.
Reflitam com elas á respeito do assunto, diga que é natural se incomodar com o
corpo no final da gestação, principalmente porque o corpo já está mais cansado,
pesado etc.
Sugestão de dinâmica 2
Dinâmica 2: Pedir para que as gestantes façam uma linha
do tempo da gravidez e digam em quais momentos da gravidez elas tiveram
sentimentos ambivalentes pela gestação, momentos que elas consideraram de
conflitos, e atrás da folha dizer como conseguiram superar essas dificuldades (pode
não ser apenas nessa gestação, se ela quiser falar de outras gestações dela,
pode também). Caso ela ainda não tenha superado, pedir para que as outras
gestantes possam dar dicas de como ela pode superar a situação, ou pelo menos
que as outras gestantes possam se mostrar amigas nessa hora, mesmo que não
tenham ideia de como ajudar, só o apoio já é uma ajuda. Na hora em que ela
apresentar levar a um processo de reflexão e discussão do grupo para que o
grupo fique estimulado a compartilhar suas experiências semelhantes e como as
superou.
Sugestão de Dinâmica 3
Dinâmica 3: Pedir para o grupo falar a respeito de como a
sociedade enxerga a grávida, como elas se enxergam e como enxergam outras
grávidas. Para isso entregue uma folha de sulfite a cada uma já com o quadro
impresso e caneta e peça para preencherem o quadro.
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Como a
sociedade vê a gravida?
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Como me vejo
como grávida
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Como vejo as
outras grávidas
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Peça para cada uma ler e promova a discussão observando
que cada uma, pensa e age diferente da outra, por tanto, não existe um modo de
ser gestante, cada uma é uma pessoa diferente, com desejos e necessidades
diferentes. A grávida que a televisão (novelas) apresenta, é uma visão falsa,
construída pelos autores das novelas, a vida real é diferente, atrás da barriga
tem gente, mulheres com sonhos, desejos, idades, famílias, condições
financeiras bem diferentes, por isso não podemos julgar as pessoas, pois cada
um sabe onde é que aperta seu calo.
3- Finalizar o encontro
· Solicitar
que as gestantes avaliem o encontro entregando a elas uma folha de avaliação
·
Agradecer
a participação de todas
·
Fazer um
resumão de tudo que foi aprendido nesse encontro
Pedir para que
retornem no próximo encontro
domingo, 31 de março de 2013
Sexo do bebê: você tem preferência?
Texto Publicado no portal IG na sessão DELAS
Sexo do bebê: você tem preferência?
Antes e durante a gestação, sentir mais vontade de ter menina ou menino é normal entre plebeus e nobres – até Kate Middleton teria deixado escapar sua preferência
Raquel Paulino
- especial para o iG São Paulo
|
Grávida, Kate Middleton teria
expressado preferência por menino, enquanto seu marido, o príncipe
William, gostaria de ter uma menina
Ela explica que o desejo saudável pode ter várias causas: o ideário cultural dos pais (achar que menina é delicada e menino é bruto, por exemplo), a mulher sofrida querer um menino para que ele não passe pelas dificuldades enfrentadas por ela ou a mulher feliz desejar uma menina para poder “dar à luz a si mesma”, até para que a pequena possa fazer o que a mãe não teve oportunidade. E muitas outras, uma vez que as emoções humanas são complexas.
A professora de inglês Andréa Klein sempre quis ter uma filha e realizou seu sonho logo na primeira (e única) gravidez, da qual nasceu Laura, hoje com seis anos. “Queria uma menina para me acompanhar no balé, na manicure, para gostar de rosa como eu gostava quando era mais nova”, diz. O ultrassom só revelou que o bebê era do sexo feminino no sexto mês de gestação. “No íntimo, eu tinha certeza de que seria menina. Mas quando o médico confirmou, chorei e ri ao mesmo tempo. Na saída da consulta, compramos um macacão rosa”, lembra.
Leia também:
É possível escolher o sexo do bebê naturalmente?
Posição sexual tradicional pode facilitar a gravidez
Mesmo plenamente realizada, Andréa confessa que não tinha coragem de falar em voz alta, durante a gravidez, que preferia uma filha a um filho. “Acho um pecado, um absurdo, por isso não verbalizava. Mas, por mais que conscientemente eu ache errado, tinha essa preferência, que posso fazer?”, justifica-se.
Andréa sempre quis ter uma menina e realizou seu sonho com o nascimento de Laura
A autocensura é extremamente natural no convívio social, como conta Karina Zulli, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz: “Antes da gestação, as pacientes declaram suas preferências, mas isso muda do momento em que a gravidez é descoberta em diante. Aparece uma certa ‘culpa’, um sentimento de que o importante é o bebê ser saudável”. Segundo a psicóloga Rafaela, isso é consequência de uma cobrança social e é preciso ter atenção. “Mulheres podem adoecer psicologicamente se não tiverem com quem conversar sobre uma possível frustração nesse sentido”, afirma.
A advogada Adriane* começou a fazer terapia após descobrir que dará à luz mais uma menina em junho deste ano – ela já é mãe de Vitória*, dois anos. “Sempre quis ter um menino, meu marido também. Quando o ultrassom da primeira mostrou que era uma menina, ficamos tristes, mas nos apoiamos na esperança de que em seguida teríamos um moleque. Agora, teremos outra garota. Não posso falar com ele sobre o que sinto, ficamos emotivos, nem com minha mãe ou uma amiga, porque todo mundo acha errado a gente querer escolher o sexo do bebê. Então converso com a psicóloga. Amo minha filha, ela é linda. Sei que vou amar a próxima, mas queremos um menino”, desabafa. O casal já planeja tentar o tão sonhado filho assim que a caçula completar um ano de idade. “Se não vier, a gente para”, garante.
O amor declarado pela advogada às filhas prova o
que Rafaela defende: “o filho não é rejeitado; a rejeição é pelo sexo
dele, o que é bem diferente”. Mas ter tantas crianças com o único
propósito de “ganhar” o bebê do gênero preferido é exceção hoje em dia.
No consultório de Karina Zulli, o mais comum é os pais se conformarem
quando o resultado do ultrassom é diferente do que eles desejavam. “Ouço
frases como ‘Ah, se não veio a menina, então é para termos um menino
mesmo’. É muito difícil um casal dizer que vai insistir só por causa do
sexo do bebê. Até pela questão financeira, porque a criação de um filho
custa caro”.
* Os nomes foram trocados a pedido da entrevistada. Veja ainda:
Menino ou menina: uma festa para descobrir o sexo do bebê
Etiqueta para o chá de bebê
Guia do Bebê: desafios e características de cada fase, dos zero aos 12 meses
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Sugestão de primeiro encontro com grupo de gestantes
1- Apresentação do Profissional, esclarecimento do dia, horário, duração dos encontros, número de encontros, informar sobre o sigilo das informações e sobre faltas.
2 2- O Profissional psicólogo pode recorrer a aplicação de alguns instrumentos de avaliação de saúde mental da gestante. Costumo avaliar Ansiedade, Stress e Depressão, aquelas que apresentarem níveis elevados de ansiedade, stress ou depressão é necessário informar que essas devem procurar tratamento especializado com profissionais da saúde mental, como psicoterapia.
4 3- Apresentação
das gestantes
·
Nome
·
Idade
·
Quantos filhos têm
·
Sexo do bebê
·
Mês de gestação
·
Se foi planejado ou não
·
Com quem mora
·
Dificuldades para participar dos encontros
5
4- Realizar dinâmica de integração, para que as gestantes possam se conhecer melhor e estabelecer empatia entre o grupo.
Sugestão de Dinâmica
Dinâmica "Linha da vida"
Entregar uma
folha para cada gestante e pedir para que faça uma linha reta na
horizontal na folha e marque-a com traços na vertical indicando as idades em
que fatos importantes na vida delas ocorreram.
Exemplo, em 1980 nasci, com 7 anos fui a escola, com 15 engravidei pela primeira vez, aos 25
separei etc.
Pedir para que
elas apresentem a sua linha da vida para as demais gestantes.
Nessa linha da
vida frise que é importante relatar principalmente sua vida familiar, fatos
importantes, se ela se dá bem com sua mãe ou não, se a mãe é viva ou não, se
passou por cirurgia, se teve doenças, quantos irmãos têm, etc, fatos
importantes.
Na parte de traz
da folha essas devem fazer uma linha novamente na horizontal, só que agora
elas devem escrever sobre o futuro, como elas acreditam que estarão daqui há 3
meses, seis meses, um ano, cinco anos e 10 anos.
Tente fazer isso
pensando em relação a maternidade, como ela se vê, se trabalhando, cuidando dos
filhos, casada, divorciada, tendo uma vida ou se dedicando a maternidade.
5- Finalização
do encontro
·
Solicite as gestantes que avaliem o que acharam do
encontro.
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